segunda-feira, 19 de junho de 2017

[Resenha] Zona Morta

"Noventa e cinco por cento das pessoas que caminham pela terra são simplesmente inertes. Um por cento são santos, e um por cento são idiotas. Os outros três por cento são pessoas que fazem o que dizem que podem fazer."


Serei assassinado depois dessa, portanto, farei um texto rápido para poder aproveitar melhor a vida que me resta (às autoridades: procurem por fãs de Stephen King). 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

[Resenha] Ciclo Terramar #1: O Feiticeiro de Terramar

“Somente no silêncio a palavra, somente nas trevas a luz, somente na morte a vida: o voo do falcão brilha no céu vazio.” (Página 11)


Palavras. Tudo o que é dito tem poder, isto se você sabe o nome real das coisas.

Ursula K. Le Guin, como diz no próprio posfácio deste livro. Escreveu um livro de fantasia para adolescentes, o famigerado YA. Só que ela não usou os moldes dos YAs da atualidade, ainda mais por ter escrito este livro em 1968, onde as referências em fantasia eram Tolkien e T.H. White (Já ouviram falar de Gandalf e Merlin?). Estas referências incluíam a segregação, principalmente racial e de gênero (alô meu povo, estamos em 2017 e ainda temos muito disso na literatura - estamos caminhando para o progresso!). Por isso, Ursula resolveu mandar todo mundo a merda, com muita classe, e escrever um livro com pessoas de outras etnias. Vale ressaltar que a época que este livro foi escrito, 1968, foi o auge do conflito por direitos civis nos Estados Unidos. Não podemos esquecer: Martin Luther King Jr. foi assassinado no mesmo ano. Ninguém é obrigado a tomar parte em movimentos sociais, mas esse tipo de contribuição é muito importante, ainda mais para um gênero literário que carece, até hoje, de algo tão presente para no mundo em que vivemos: diversidade.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

[Resenha] Mulheres Perigosas

“Durma agora... Minha... minha querida... Enxugue as lágrimas. A escuridão nos cerca, mas um dia... Iremos acordar.” (Página 303)


“Mulheres Perigosas” é uma coletânea de contos organizada por George R. R. Martin e Gardner Dozois. Este livro apresenta 21 contos dos mais renomados autores – e alguns que não ouvimos falar com tanta frequência assim – que abordam os mais diversos gêneros literários, o que da um tom refrescante a um livro com 736 páginas.

sábado, 3 de junho de 2017

[Resenha] Só os Animais Salvam

“[...] os humanos [...] parecem acreditar que o que os separa dos outros animais é sua habilidade de amar, sofrer, sentir culpa, pensar abstratamente et cetera. Estão enganados. O que os separa é seu talento para o masoquismo. É aí que reside seu poder. Ter prazer na dor, tirar forças na privação, isso é ser humano.” (Página 53)


Comecei a ler esse livro sem saber o que esperar. Achava que seria um DarkLove fofinho sobre o poder do amor dos animais e como eles são especiais na vida dos humanos. , sério... Quem poderia me culpar com uma capa dessas?

quinta-feira, 1 de junho de 2017

sexta-feira, 26 de maio de 2017

[Resenha] O Oceano No Fim Do Caminho

“Ninguém realmente se parece por fora como o que é de fato por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas que isso. É assim com todo mundo.” (Página 129)


Não se deixem enganar pela premissa de um livro infantil. Em “O Oceano no Fim do Caminho” Neil Gaiman mistura a inocência infantil com temas adultos como traição, melancolia, solidão e a predileção por um filho.

sábado, 20 de maio de 2017

[Resenha] Crônicas de Amor e Ódio #3: The Beauty of Darkness

“[...] eu me peguei pensando na forma como nós mudamos, em todas as forças externas que nos pressionam, moldam e nos empurram para que sejamos pessoas e coisas que não planejáramos ser. Talvez isso acontecesse de forma tão gradual que, na hora em que notássemos que isso tinha ocorrido, seria tarde demais para que fôssemos outra coisa.” (Página 321)


“The Beauty of Darkness” começa exatamente depois do cliffhanger, no mínimo maldito de “The Heart of Betrayal”. Lia e Rafe conseguem escapar de Venda, porém não de graça, já que deixam para trás uma pilha de corpos, da qual Lia Lia quase faz parte após levar duas flechadas e cair no grande rio – não me perguntem como ela não morreu...